Respondendo as principais dúvidas sobre Tv por Assinatura

Encontre aqui tudo o que você precisa saber sobre TV por Assinatura:

O que é a TV analógica aberta?

A TV analógica aberta foi o primeiro sistema de transmissão de sons e imagens por ondas de radiofrequência a partir de emissoras de TV para os receptores dos telespectadores. Esse sistema ainda hoje é utilizado no Brasil, e não tem nenhum custo para os seus usuários.

Essa tecnologia transforma os sons e as imagens em sinais elétricos que são transmitidos através de antenas para aos usuários finais. Devido ao uso de uma faixa larga de ondas de radiofrequência, especialmente para as imagens, tanto o formato da tela dos receptores de TV como a qualidade das imagens não podem ser melhorados.

Nessa tecnologia, a qualidade do sinal pode ser influenciada pelos ruídos provocado por interferências de outros sistemas elétricos ou emissoras, pelas condições atmosféricas ou mesmo pela distância entre a emissora e o usuário final, deteriorando a qualidade dos sons e imagens recebidos.

O que é a TV digital aberta?

Da mesma forma que a TV analógica aberta, a TV digital aberta transmitirá sons e imagens por ondas de radiofrequência a partir de emissoras de TV para os receptores dos telespectadores. Esse será o novo sistema a ser utilizado no Brasil.

Essa tecnologia transforma tanto sons como imagens em códigos digitais semelhantes aos encontrados em computadores. Depois, os transmite através de antenas para os receptores dos usuários finais.

Esses códigos digitais podem ser processados nos sistemas das emissoras. Assim, podem ser comprimidos e transmitidos com maior economia tanto de faixa de ondas de radiofrequência como de sistemas de energia. Além disso, são transmitidos com uma qualidade muito superior, permitindo inclusive o uso de receptores de TV que apresentam telas com formato de cinema, com a resolução de TV digital de alta definição.

Além disso, o sistema permitirá também que novas funcionalidades sejam oferecidas. Tais como imagens de vários ângulos e outros serviços adicionais que podem ou não promover a interação entre o usuário final e a emissora.

A TV aberta por satélite, acessada através de antenas parabólicas, terá o mesmo padrão da TV digital aberta?

A TV por satélite era usada inicialmente para as emissoras transmitirem a programação para as repetidoras ou para as suas afiliadas, sem, contudo ter por objetivo enviar sinal para os telespectadores propriamente ditos.

Entretanto, alguns fabricantes desenvolveram sistemas de recepção do sinal de satélite (antena parabólica + conversor) para vender aos telespectadores que habitavam em regiões onde o sinal da TV aberta não chegava. Como o preço desses sistemas caiu muito, atualmente existem cerca de 18 milhões de usuários deles.

Hoje as emissoras de TV têm um problema sério: devem começar a transmissão de TV digital, e o uso do satélite pode não ser feito da mesma forma. Isso porque, em alguns casos, os sinais poderão ser transmitidos por outros tipos de redes.
Desta forma, não existe nenhuma decisão ainda sobre o que acontecerá com as transmissões via satélite. Por enquanto, será transmitido o sinal no padrão atual, que é o da TV analógica.

Ao se aproximar o fim da transmissão de TV analógica, a grande probabilidade é que o sinal digital seja transmitido e que o conversor usado nesse tipo de recepção seja alterado para o novo padrão.

A TV por assinatura terá o mesmo padrão da TV digital aberta?

A TV digital por assinatura, seja ela usando as tecnologia DTH, MMDS ou Cabo, não deverá ficar sujeita a uma padronização oficial no Brasil. Esse serviço já tem sido oferecido pelas prestadores que operam no país.

As operadoras vêm trabalhando para oferecer programação com melhor qualidade de imagem para permitir que os seus assinantes possam usufruir dos benefícios dos receptores de TV de alta definição disponíveis no mercado.

Quando foram iniciadas as transmissões de TV digital no Brasil?

No dia 2 de Dezembro de 2007 foram iniciadas as primeiras transmissões TV Digital no Brasil, na cidade de São Paulo.

Em 2008 começaram as transmissões de TV Digital nas capitais Belo Horizonte e Rio de Janeiro e desde então o serviço vem sendo expandido pelas operadoras.

O que é o set top box ?

O set top box ou é o equipamento responsável pela conversão do sinal da TV digital aberta para o sinal de TV analógica compatível com os receptores existentes. Também vem sendo chamado no Brasil de conversor de TV digital.

Ele permite que o usuário final possa receber um canal de TV digital e assistir na sua TV analógica. Entretanto, a qualidade da imagem e do som será limitada pela TV desse usuário, embora a transmissão no formato de TV digital ajude a diminuir os efeitos causados por interferências que ocorrem na TV analógica aberta.

Em que faixa de frequências vai operar a TV digital ?

A TV analógica opera tanto nas faixas de VHF (canais 2 a 13) como de UHF (canais 14 e acima). A TV digital vai operar apenas na faixa de UHF, usando canais diferentes dos canais da TV analógica.

Desta forma, o usuário final deverá ter também, além da antena de VHF, uma antena de UHF para receber o sinal de TV digital.

O televisor para o novo sistema de transmissão deve ser “pronto para HDTV” ou “compatível com TV Digital” ?

Para o novo sistema de transmissão deve-se procurar um televisor que seja “compatível com TV Digital”. Esta característica irá habilitá-lo para receber o sinal de TV digital, pois o sintonizador da TV (seletor de canais) será compatível com o novo sistema.

A tendência é que inicialmente sejam usados os conversores (ou set top boxes), embora os fabricantes já ofereçam televisores compatíveis com o sinal de TV digital e que não necessitam de conversor.

Já, se o televisor for do tipo “pronto para HDTV”, isto significa apenas que ele pode apresentar imagens com a resolução de Alta Definição de TV, ou seja, de 1280 x 720p ou 1920 x 1080i.
Para aproveitar plenamente a nova tecnologia de TV digital, o ideal é que o televisor seja “pronto para HDTV” e “compatível com TV Digital”.

Será possível assistir a TV digital pelo celular ?

O padrão de TV digital adotado no Brasil permite a transmissão de programação também para os celulares que possam receber esse tipo de sinal de TV. Esses celulares especiais e outros tipos de receptores pequenos de TV são chamados de dispositivo portáteis para recepção de TV digital.

Já existem celulares no mercado mundial que podem receber o sinal de TV digital para os diversos padrões em uso. Normalmente são celulares compatíveis com a tecnologia 3G de telefonia celular, e que possuem maior capacidade de processamento e telas de maior tamanho com o formato 16×9 (cinema) para apresentar o novo formato de imagens da TV digital. Esses celulares deverão ser compatíveis com a tecnologia OneSeg de apresentação de conteúdo de TV digital.

Desta forma, será possível assistir a programação de TV digital pelo celular, desde que as emissoras também transmitam esse sinal. O receptor de TV incorporado ao celular permitirá que o usuário receba o sinal de TV digital aberta direto da emissora, sem ter que pagar nenhum centavo por isso.

Entretanto, o usuário provavelmente terá que arcar com um custo maior para ter esse celular especial com receptor de TV incorporado.

Até quando continuará a ser transmitida a TV analógica no Brasil ?

O período de transição da TV analógica para a TV digital definido é de 10 anos a partir de 2006. Desta forma, o sinal de TV analógica será transmitido até 2016.

Será possível usar uma TV digital americana ou européia sem conversor (set top box) no Brasil ?

Não. O sintonizador de uma TV digital americana é compatível com o padrão ATSC e o sintonizador de uma TV digital européia é compatível com o padrão DVB. Esses padrões não são compatíveis como o padrão definido para o Brasil, que é baseado no ISDB japonês.

Entretanto, essas TV’s poderão ser usadas no Brasil se forem conectadas a um conversor de TV digital brasileiro (set top box) usando as entradas de áudio e vídeo normalmente disponíveis, e que são usadas também para conectar aparelhos de DVD.

Caso essas TV’s sejam compatíveis com HDTV, será possível também assistir programas de TV de alta definição, aproveitando ao máximo as características inovadoras da TV digital.

Quais as melhorias que a TV digital vai permitir para quem tem um receptor de TV analógica ?

Um telespectador que tenha uma TV analógica terá que comprar um conversor de TV digital e uma antena de UHF (caso não a tenha) para usufruir das melhorias da TV digital.

Instalados esses equipamentos, será possível obter as seguintes melhorias:

– Melhor qualidade de imagem: nas áreas cobertas pelas emissoras que transmitem o sinal de TV digital será possível obter imagens de boa qualidade, sem chuviscos ou fantasma. Em alguns casos, mesmo onde o sinal de TV analógica seja de qualidade ruim, haverá uma chance de receber imagem de melhor qualidade a partir do sinal de TV digital. Entretanto, é aconselhável fazer um teste antes de comprar o conversor.

– Interatividade local: será possivel usufruir desse tipo de interatividade que o conversor e o seu controle remoto propiciam (ver pergunta 13), sempre que a emissora estiver transmitindo programas que tenham essa facilidade.

– Programas em alta definição (HDTV): será possível assistir programas em alta definição transmitidos pelas emissoras, porém a imagem apresentará faixas pretas nas partes superior e inferior para adequar o formato 16:9 (retangular como no cinema) para o formato 4:3 (quase quadrado da TV convencional) do receptor de TV analógica). Caso o conversor permita, também será possível eliminar essas faixas.

Será possível receber a TV digital em sistemas de antena coletiva de condomínios ?

Para receber a TV digital os sistemas de antena coletiva dos condomínios devem estar preparados para receber canais na faixa de UHF (canais 14 e acima), ou seja, devem ter antena UHF ligada ao sistema de distribuição de sinais de TV.

Desta forma, os canais de TV digital, que foram todos alocados pela Anatel na faixa de UHF, poderão ser recebidos sem problema tanto pelo conversor de TV digital (set top box) como pelas TV’s prontas para TV digital, que já têm o conversor incorporado.

Deve-se observar, entretanto, que a qualidade do sinal recebido e do sistema de antena coletiva (antena, amplificadores, cabos e conectores) serão determinantes para uma boa recepção dos canais de TV digital.

Se a recepção não estiver boa, será necessário realizar uma revisão geral no sistema para que o sinal possa ser recebido em todos os pontos com boa qualidade.

Como será a interatividade na TV digital ?

A interatividade da TV digital ocorrerá, basicamente, a partir do conversor de TV digital (set top box) e do controle remoto. Além disso, ela poderá ser local ou com canal de retorno.

A interatividade local será feita a partir de informações enviadas pelas emissoras de TV e armazenadas no conversor, e que o telespectador selecionará através do controle remoto.

Exemplos de interatividade local são:

– Guia eletrônico de programação, onde o telespectador poderá pesquisar a programação dos diversos canais e a sinopse de programas, entre outras opções, a partir das informações recebidas das emissoras.

– Jogos de Futebol com seleção de câmeras ou informações, onde o telespectador poderá selecionar qual a imagem (câmera) a ser visualizada ou informações sobre os times, estatísticas e outros detalhes, a partir das informações recebidas das emissoras.
A interatividade com canal de retorno utilizará, além das informações enviadas pelas emissoras de TV, o canal de retorno, que enviará as informações geradas pelo telespectador.

O canal de retorno será obtido conectando o conversor de TV digital às redes de telefonia fixa, de telefonia celular, ou qualquer outro tipo de rede de serviços de telecomunicações. O envio de torpedos através do celular também pode ser uma forma de viabilizar o canal de retorno.

A interatividade com canal de retorno utilizará, além das informações enviadas pelas emissoras de TV, o canal de retorno, que enviará as informações geradas pelo telespectador.
Exemplos de interatividade com canal de retorno são:

– Programas de Venda ou Comércio Eletrônico, onde o telespectador poderá selecionar opções para ver detalhes sobre determinados produtos ou classes de produtos a visualizar, poderá realizar a compra ou solicitar informações sobre produtos e serviços, sempre a partir das informações recebidas das emissoras e das informações enviadas pelo telespectador através do canal de retorno.

– Programa Educativos ou de Perguntas e Respostas, onde o telespectador visualiza o material educativo ou as perguntas enviados pela emissora, e responde através do canal de retorno usando o controle remoto do conversor ou outro tipo de dispositivo semelhante.

A recepção de TV digital no celular inclui também os canais de TV paga ?

Não. A TV digital aberta é um serviço gratuito ofertado pelas emissoras de TV aberta (radiodifusores). Essas emissoras, assim como as emissoras de rádio, têm suas receitas (ganhos) baseados em publicidade e não no pagamento do serviço pelos telespectadores.
Desta forma, o sinal gratuito de TV aberta que será apresentado pelos celulares é o mesmo que é apresentado pelos receptores de TV convencionais, que usam o conversor de TV digital acoplado.

Entretanto, no futuro o conceito de TV por Assinatura (paga) poderá ser estendido ao celular. Nesse caso, as operadoras desse tipo de serviço deverão implementar redes dedicadas que utilizarão tecnologias especificamente desenvolvidas para essa aplicação (por exemplo, o MediaFLO), e serão oferecidos serviços de TV paga também para os usuários de celular.

As operadoras de TV por assinatura já oferecem programação com qualidade de imagem de alta definição (HDTV) ?

Sim. A Net e a Globosat iniciaram no dia 6 de Maio de 2008 a transmissão de programação com qualidade de imagem de alta definição (HDTV) no serviço de TV por assinatura digital.

A Net oferece os serviços Net Digital HD, que permite assistir programação de canais com qualidade de alta definição (HDTV), e Net Digital HD Max, que além de exibir programação de canais com qualidade de alta definição (HDTV) ainda permite gravar essa programação usando um gravador digital pessoal (DVR).
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A Globosat HD reúne a programação do Multishow, GNT, Telecine e SporTV com conteúdo 100% produzido e exibido em HD no Brasil.

A operadoras Sky e TVA também anunciaram que disponibilizarão conversores e programação com qualidade de alta definição ainda em 2008, mas sem data prevista.

O que é e como funciona o Serviço de TV a Cabo ?

TV a Cabo é um serviço de TV por assinatura que consiste na distribuição de sinais de vídeo e/ou áudio a assinantes, por intermédio de meios físicos (cabos coaxiais e fibras óticas).

A prestadora de TV por assinatura é obrigada a disponibilizar atendimento telefônico gratuito aos seus assinantes ?

Não existe regra específica na regulamentação dos Serviços de TV por Assinatura determinando às prestadoras a obrigação de disponibilizar serviços gratuitos de atendimento. Porém, se o contrato pactuado entre o consumidor e a prestadora previr o serviço gratuito, será vedada a alteração unilateral, conforme disposto no art. 51, XIII, do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990); neste caso, deve haver consentimento expresso do usuário com relação a tal mudança, ou ser-lhe assegurado o direito de rescindir o contrato, sem ônus.

A prestadora pode realizar a cobrança antecipada de serviços ?

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC/SDE/MJ), no que se refere à cobrança antecipada das mensalidades, informa que o prestador de serviços pode estabelecer, em seus contratos, essa cláusula. Essa prática ocorre em segmentos como cobrança de encargos educacionais, condomínios, entre outros. Poucas são as exceções em que a legislação específica proíbe o procedimento, como, por exemplo, a Lei 8.245/91, que trata da locação de imóveis. Assim, deve ser verificado o que estabelece o contrato.

A prestadora poderá cobrar multa rescisória por ocasião do cancelamento dos serviços de TV por assinatura ?

O âmbito de atuação da Anatel não se estende às relações contratuais particulares, pactuadas entre as prestadoras de serviços de telecomunicações e os consumidores. Portanto, a multa rescisória exigida pela prestadora para o cancelamento dos serviços de TV por Assinatura deve ter previsão contratual, cabendo à Justiça Comum dirimir o conflito de interesses, acaso existente.

A prestadora pode realizar a cobrança de ponto extra (adicional) para instalação do serviço de TV por assinatura?

A questão sobre o ponto adicional não existe, atualmente, na regulamentação do serviço, sendo somente regulada em contrato de adesão pactuado entre a prestadora e o usuário.

A prestadora poderá cobrar pelo serviço de TV a cabo durante o período em que este sofreu interrupção?

A prestadora não poderá cobrar o serviço pelo período em que este ficou interrompido, devendo ser descontado o período de interrupção na própria fatura do mês da ocorrência ou compensado na fatura subseqüente. Embora o art.30, II, da Lei de TV a Cabo (Lei 8.977/1995) estabeleça que a operadora de TV a Cabo poderá cobrar remuneração pelos serviços “prestados”, o serviço não prestado na forma ajustada não pode ser cobrado.

A prestadora de TV por assinatura (TV a cabo, MMDS, DTH) deve restituir os valores cobrados indevidamente, nas faturas subseqüentes, apenas por meio de crédito ao assinante?

A prestadora de TV a cabo deverá realizar o abatimento na própria fatura do mês da ocorrência, ou conceder crédito ao assinante que teve o serviço interrompido na fatura subseqüente, em valor proporcional ao do plano contratado, correspondente a todo o período de interrupção da prestação do serviço, conforme previsto no Plano Geral de Metas de Qualidade para os serviços de Televisão por Assinatura (PGMQ – TV por Assinatura).
O serviço de MMDS, vale esclarecer, é regido pela Norma 002/94 – REV 97, aprovada pela Portaria MC 254, de 16 de abril de 1997 – DOU de 18/04/97), que dispõe:
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” ..Item 8.2 São direitos do assinante, sem prejuízo das disposições do Código de Defesa do Consumidor:

  • Ter abatimento nos preços, pelas interrupções, à razão de 1/30 (um trinta avos) por dia completo;
  • Ter abatimento nos preços por defeito nos conversores, decodificadores e antenas receptoras, sempre que a reparação tardar mais de 36 horas. Computados à razão de 1/30 (um trinta avos) por dia completo”.

Já o serviço de DTH é regido pela Norma 008/97, aprovada pela Portaria 321, de 21 de maio de 1997 – DOU de 30/05/97, que determina que:

“…Item 8.2 São direitos mínimos do assinante, sem prejuízo das disposições do Código de Defesa do Consumidor:

  • Ter abatimento nos preços, pelas interrupções, à razão de 1/30 (um trinta avos) por dia completo”.

Qual o prazo que a prestadora tem para realizar o reparo no serviço de TV por assinatura (TV a cabo, MMDS, DTH) ?

A interrupção do serviço deve ser solucionada em até 24 horas. Conforme o Plano Geral de Metas de Qualidade para os serviços de Televisão por Assinatura (PGMQ – TV por Assinatura), em qualquer situação a solução da interrupção do serviço não deve ocorrer em mais de 48 horas, salvo em caso fortuito ou de força maior, devidamente comprovado e justificado perante a Anatel.

A prestação do serviço de internet via cabo exige que o usuário adquira o serviço de TV por assinatura ?

Sim. O acesso à internet em alta velocidade deve ser provido através de um meio de comunicação que lhe dê suporte. Estes meios podem ser oferecidos por linha telefônica, Tv a cabo ou MMDS (antena), entre outros.

Como funciona a contratação dos serviços ?

Normalmente a assinatura é realizada por telefone ou em quiosques localizados em shoppings centers ou feiras. Entretanto, antes da contratação é importante que o consumidor receba cópia do contrato, para verificar se o que foi oferecido consta nas cláusulas contratuais, tais como: prazo de vigência do contrato e instalação; formas de rescisão contratual; pagamento, reajustes, pacote de programação, equipamentos disponibilizados etc..

Todas as informações a respeito da contratação devem ser prestadas antes da conclusão do negócio de forma clara e precisa.

Em razão da contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, o consumidor tem um prazo de até sete dias. Este prazo é contado da assinatura do contrato ou recebimento do equipamento, para exercitar o direito de arrependimento; podendo o contrato ser cancelado neste período, conforme estabelece o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.

Quais são os direitos de consumidor quando o sinal é interrompido ?

No caso de interrupção do serviço por tempo superior a 30 (trinta) minutos, o consumidor deve ser compensado pela prestadora, por meio de abatimento ou ressarcimento, em valor proporcional ao da assinatura, correspondente ao período de interrupção. No caso de programas pagos individualmente, pay-per-view, a compensação será feita pelo seu valor integral, independente do período de interrupção.

A empresa pode retirar algum canal do pacote contratado sem informar o consumidor ?

Não. O consumidor tem direito a receber a informação prévia de 30 dias quanto a mudanças na programação. Não havendo interesse pela continuidade do serviço, o contrato poderá ser cancelado sem ônus.

Quando houver a retirada de um canal, este deve ser substituído por outro do mesmo gênero ou desconto na mensalidade. A escolha é do consumidor.

O ponto-extra pode ser cobrado ?

No fornecimento de ponto-extra pela prestadora, somente é permitida a cobrança da instalação e de reparo da rede interna. A cobrança será devida em cada ocorrência. O fornecimento do equipamento poderá ser cobrado pela operadora, dependendo da forma de sua comercialização. Ex: aluguel, venda – e conforme ajustado em contrato com o assinante.

As mensalidades podem ser reajustadas livremente pela operadora ?

A Lei 9069/95 estabelece que os reajustes de serviço continuado devem ser feitos com a periodicidade mínima de um ano. Além disso, o contrato deve estabelecer o índice a ser adotado por ocasião dos reajustes anuais. Normalmente as operadoras adotam o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

Qual o prazo máximo para a fidelização ?

Para contratação de qualquer plano de serviço deve ser oferecida pela prestadora a opção de contrato sem cláusulas de fidelização.

Caso haja fidelização, seu prazo não poderá ser superior a 12 meses. As regras e valores dos benefícios decorrentes desta cláusula devem constar expressamente na cópia do contrato a ser enviada ao consumidor.

Lembrando que é dever da operadora prestar todas as informações referentes à fidelização antes da concretização do negócio.

É possível que o consumidor “fidelizado” cancele o contrato antes do prazo sem pagar multa?

Sim. Quando houver má prestação de serviço (queda constante do sinal, por exemplo) ou descumprimento daquilo que foi contratado (mudança dos canais, cobrança de valores diferentes do ofertado, por exemplo). Nesses casos, o consumidor fica isento a pagar a multa de fidelização.

Quando há divergências entre o valor do pacote e que é cobrado pela operadora, o que fazer ?

Nestes casos, o consumidor deve entrar em contato com o SAC da operadora para contestar a cobrança. As respostas de contestação de débitos devem ocorrer também em cinco dias úteis. A contar do seu recebimento quando efetuadas por telefone e até 10 dias úteis no caso de correspondência.

Ao entrar em contato com o SAC da operadora, o consumidor deve sempre anotar o número do protocolo.

A operadora pode suspender o serviço por inadimplência?

O assinante de TV paga deve ser notificado por escrito com antecedência de pelo menos 15 dias sobre a suspensão. O serviço deverá ser restabelecido em até 48 horas. Contadas a partir da quitação dos débitos pendentes, ou em até 24 horas a partir da comprovação da quitação.

O consumidor pode pedir para suspender o serviço?

Sim. Desde que não tenha com nenhuma fatura em atraso, o consumidor tem o direito de requerer a suspensão do serviço, sem ônus, por um prazo mínimo de 30 e máximo de 120 dias dentro de cada período de 12 meses.

A prestadora tem prazo de 24 horas para atender à solicitação. Findo o prazo de suspensão, deve a prestadora restabelecer o serviço gratuitamente.

A operadora pode cobrar para efetuar a troca, ou reparos, dos equipamentos?

Depende do caso. Veja as hipóteses:

– Modernização de equipamentos: se a prestadora promoveu em sua rede uma evolução tecnológica que cause incompatibilidade técnica dos equipamentos antigos, a troca deve ser feita sem ônus ao consumidor. Exemplos: digitalização, aprimoramento do cartão de acesso)

– Vício ou defeito do produto – Verificado vício ou defeito de equipamento necessário à fruição do serviço, sua substituição deve ser promovida sem ônus ao consumidor.

– Responsabilidade do consumidor: se o equipamento foi danificado por dolo ou culpa do próprio consumidor, fica a critério da prestadora decidir sobre as condições de sua substituição.

Qual a antecedência mínima de recebimento do documento de cobrança?

O documento de cobrança deve ser recebido pelo consumidor pelo menos cinco dias úteis antes da data do vencimento.

O consumidor pode pedir a gravação das ligações feitas ao SAC?

Sim. O atendimento telefônico será sempre gravado e a empresa deverá guardar essa gravação por, no mínimo, 90 dias. O consumidor pode solicitar a gravação de sua conversa com o SAC.

A entrega deverá ocorrer por meio eletrônico, por correspondência ou pessoalmente, a critério do solicitante.

Caso o consumidor opte por encerrar o contato, qual o prazo para que a operadora retire os equipamentos?

Ao final do contrato, a prestadora deve recolher o equipamento em até 30 dias.

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